Infocoins – 20/08 a 26/08

Tempo de leitura: 6 minutos

Banco Central do Brasil inicia estudos sobre moedas digitais

O Banco Central (BC) do Brasil  anunciou no dia 20/08/2020 a formação de um grupo de trabalho para estudar e discutir os possíveis impactos da emissão de uma moeda digital de banco central (CBDC) no país. 

Segundo o BCA função desse grupo de trabalho será propor um modelo para essa CBDC que leve em conta identificação de riscos de segurança digital, proteção de dados de usuários e que esteja de acordo com as normas e regulações da política monetária do país, da qual a moeda digital seria parte caso fosse emitida. Além disso, o grupo analisará os impactos da moeda digital sobre a inclusão e estabilidade financeiras no país, bem como estudará quais benefícios ela poderia trazer para complementar os que o Pix (plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil) já oferecerá à população a partir de novembro.

À imprensa, o Banco Central do Brasil afirma que: “Essa nova forma de moeda pode provocar mudanças substanciais no Sistema Financeiro Nacional. Dessa forma, o estudo irá comparar os potenciais benefícios de uma CBDC no aprimoramento do bem-estar e na preservação da cidadania financeira de sua sociedade com os riscos inerentes dessa nova forma de pagamento”. 

Fontes: G1 | MoneyTimes | Tecnolog | Investing.com | The Block | Cointelegraph 

iFood e Evino passam a aceitar pagamentos em Bitcoin

Visando tornar os serviços de delivery ainda mais adaptados às necessidade da era digital, a wallet brasileira Bitfy fez uma parceria com o iFood e o Evino para realização de pagamentos em Bitcoin pelos serviços desses apps. Agora, o clientes podem adquirir vale-compras em Bitcoin para pagar pelos serviços de entrega de comida e compras de mercado (iFood) e curadoria e entrega de vinhos (Evino).

O CEO e fundador da Bitfy, o Lucas Schoch, comenta à imprensa sobre a nova ação da empresa: “Hoje, mais do que nunca, os aplicativos de delivery estão presentes do dia a dia das pessoas. Parcerias como essa mostram que estamos seguindo com nossa missão de permitir que os bitcoins sejam usados em qualquer transação, tudo isso com segurança e praticidade”. 

A parceria da Bitfy com o iFood e a Evino, além de ampliar o uso do Bitcoin, também beneficia os usuários com descontos de 6% em pedidos na Evino e 4% em serviços do iFood.

Sobre a parceria, as empresas comentam à imprensa:

“A Evino nasceu com o propósito de democratizar o consumo do vinho, sempre inovando e quebrando uma série de barreiras relacionadas à bebida e ao comércio eletrônico. Sabemos que pagamentos por meios de bitcoins ainda têm uma penetração muito limitada no Brasil e que poucos são os estabelecimentos, e-commerces e apps de delivery que permitem transações por meio de moedas digitais. A parceria com a Bitfy foi a maneira que encontramos de acelerar o uso destas moedas para a compra de vinhos”  diz Ari Gorenstein, coCEO da Evino.

“Por meio da Bifty, o usuário pode converter suas moedas digitais em saldos na carteira do iFood e ter uma experiência completa dentro do app, podendo utilizar este saldo para qualquer compra de delivery em mais de 212 mil restaurantes e mercados em mais de mil cidades. Esse processo ocorre através do iFood Card, um cartão virtual que permite acumular saldos na carteira do iFood. Inicialmente, o card foi desenvolvido para presentear pessoas e evoluímos o produto, que mantém essa característica, para permitir a parceria com a Bitfy”, fala Paula Rabelo, head do iFood Empresas.

Fontes: MoneyTimes | Cointelegraph | Criptofácil

Malware de mineração encontrado em Virtual Machine da AWS 

No dia 21/08/2020 a empresa israelense de cibersegurança Mitiga descobriu um malware de cryptojacking de Monero oculto dentro do Amazon Machine Instance (AMI) disponível no Amazon Web Services Marketplace (AWS Marketplace).

Os ataques de cryptojacking são malwares ocultos em um serviço utilizado pelo usuário que promovem a criação de poder de hash – sem o conhecimento e consentimento do usuário –  para minerar ilegalmente criptomoedas. 

“Em uma interação recente de cliente com uma instituição financeira, nos perdiram para avaliar a resiliência de nuvem do ambiente para se preparar melhor para um possível incidente. Como parte de nossa avaliação do ambiente AWS da empresa contra um banco de contextos de ataque, descobrimos um minerador ativo de cripto em um dos servidores EC2 da empresa. O minerador cripto não surgiu lá do nada devido a uma invasão ou configuração incorreta. Em vez disso, esteve lá o tempo todo, como cortesia do AMI usado para criar a ocorrência EC2 executada desde o início.”, explicou a Mitiga para o portal de notícias do universo cripto The Block.

Como medida de segurança, Ofer Maor, co-founder e CTO da Mitiga afirmou que a empresa emitiu uma nota de segurança alertando os usuários de AMIs sobre o malware minerador oculto e reforçando a recomendação de utilizar AMIs fornecidos por fontes confiáveis.

Fontes: Decrypt | MoneyTimes | Coindesk

Cientistas criam sistema de Inteligência Artificial para combater a mineração ilegal de criptomoedas

Em 20/08/2020 cientistas da computação do Laboratório Nacional de Los Alamos (LANL) desenvolveram um sistema que utiliza inteligência artificial (IA) para identificar malwares que sequestram supercomputadores com a intenção minerar ilegalmente criptomoedas como Bitcoin e Monero.

Em publicação oficial no blog do LANL, o pesquisador Gopinath Chennupati dá seu depoimento: “Com base em recentes invasões de computadores na Europa e em outros lugares, este tipo de vigilância de software logo será crucial para evitar que os mineiros de criptomoedas invadam instalações de computação de alto desempenho e roubem recursos de computação preciosos. Nosso modelo de inteligência artificial de aprendizado profundo foi projetado para detectar o uso abusivo de supercomputadores especificamente para fins de mineração de criptomoedas.” 

Segundo o laboratório, os mineradores legítimos possuem supercomputadores muito poderosos para realizar o processo de mineração, já os mineradores ilegítimos sequestram esse poder computacional e utilizam-no de forma oculta para minerar criptomoedas e lucrar com isso. O novo sistema desenvolvido pelo LANL utiliza-se de IA é para pegar os mineradores ilícitos no ato, comparando programas com base em gráficos, que são identificados pelo sistema como as “impressões digitais” dos softwares. 

Porém, ao invés de tentar identificar um malware de mineração já conhecido, a IA verifica se os gráficos correspondem com a identificação dos programas que deveriam estar em execução dentro do sistema durante o processo de mineração legal. 

Embora não seja infalível, como os pesquisadores comprovaram ao testar o sistema comparando um código benigno conhecido com um código abusivo de mineração Bitcoin, a IA detecta de forma muito mais rápida, confiável e assertiva a operação de mineração ilícita do que as formas tradicionais de análise sem o auxílio da IA.  

Fontes: Los Alamos National Laboratory | Decrypt | Coindesk | The Block | ExecutiveGov | HPCWire 

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